Olá! Nós somos a Dra. Francieli Vigo e a Dra. Carla Schmitz, médicas responsáveis pela Effetto Clínica de Reprodução Humana, em Caxias do Sul. Recentemente, recebemos em nosso podcast uma convidada muito especial: a Dra. Lissandra Maioli, ginecologista com ampla experiência em saúde da mulher.
Conversamos com ela sobre um tema que ainda é pouco discutido, mas que precisa urgentemente entrar na pauta de toda mulher: a fertilidade tem prazo de validade? Mais do que responder a essa pergunta, nosso objetivo foi abrir espaço para uma reflexão importante: por que deixamos para falar sobre fertilidade apenas quando queremos engravidar?
Neste artigo, trazemos os principais pontos dessa conversa — uma troca rica, acolhedora e informativa — para mostrar que, sim, a fertilidade está ligada ao tempo, mas que com informação, planejamento e acolhimento, é possível fazer escolhas com segurança.
O problema não é a infertilidade, é o silêncio
No consultório, vejo cada vez mais mulheres chegando com dúvidas, frustrações e expectativas em torno da maternidade. Muitas delas descobriram tarde que suas chances de engravidar naturalmente já estavam reduzidas. E a dor não é só física. É emocional, é silenciosa, e muitas vezes vem acompanhada de culpa ou arrependimento.
Durante o episódio, conversamos sobre como é difícil para uma mulher ouvir que seu tempo fértil já passou — especialmente quando ela nem sabia que existia um limite tão real. A verdade é que fomos pouco informadas sobre isso. Crescemos com a ideia de que a fertilidade é um assunto para depois. Mas não é.
O ideal seria que toda mulher soubesse como está sua fertilidade antes mesmo de querer ser mãe. Para isso, existem exames simples, como o hormônio antimülleriano e a contagem de folículos antrais, que já nos dão uma boa visão da reserva ovariana.
Fertilidade não se trata de querer engravidar agora — mas de planejar o futuro
Uma das coisas mais importantes que discutimos é que falar sobre fertilidade cedo não significa que você precise decidir ser mãe agora. Significa ter informações suficientes para poder escolher, com liberdade e responsabilidade, o melhor momento.
Por volta dos 30 anos, a fertilidade feminina começa a diminuir. Aos 35, essa queda se intensifica. E após os 40, as chances naturais de gravidez caem drasticamente, além de aumentar os riscos de alterações genéticas nos óvulos.
Por isso, se você está entre os 28 e os 35 anos e ainda não pensou muito sobre maternidade, este pode ser o melhor momento para fazer uma avaliação. Não para colocar pressão — mas para saber com clareza o que esperar do seu corpo e quais são as suas opções.
Congelamento de óvulos: uma estratégia, não um plano B
Durante o episódio, falamos também sobre uma possibilidade maravilhosa que a medicina oferece hoje: o congelamento de óvulos. Essa técnica permite preservar a fertilidade com maior segurança para o futuro — desde que seja feita no tempo certo.
O melhor momento para congelar óvulos é antes dos 35 anos, quando a qualidade e a quantidade ainda são favoráveis. Claro, é possível fazer depois, mas os resultados já começam a ser mais limitados. Por isso, o congelamento não é um plano B — ele é uma forma de planejamento.
Na Effetto, as médicas atuam com um olhar muito acolhedor e realista. Elas não vendem milagres, mas ajudam as pacientes a entenderem onde estão e para onde querem ir. Isso é fundamental quando falamos de saúde reprodutiva.
Fertilidade não é só técnica: é emocional, é vida
Além de toda a parte técnica — exames, hormônios, tratamentos —, precisamos lembrar que fertilidade também tem um lado afetivo, psicológico e social. Muitas mulheres chegam ao consultório com medo, vergonha ou culpa por não saberem dessas informações antes.
Por isso, quando falamos em conversar cedo sobre fertilidade, também estamos falando de normalizar esse assunto. Não é feio querer saber como está sua reserva ovariana. Não é vaidade cogitar congelar óvulos. Não é fraqueza buscar ajuda.
Conscientizar é um ato de cuidado. E esse foi o principal motivo pelo qual aceitei o convite da Effetto: ajudar a transformar esse tema em algo falado, acessível e sem tabu.
Sim, a fertilidade tem prazo de validade — mas ela não precisa ser uma surpresa dolorosa. Se começarmos a conversar sobre isso mais cedo, podemos tomar decisões com mais liberdade e menos sofrimento.
Minha mensagem final para você é simples: se informe, avalie, planeje. Sua saúde reprodutiva faz parte da sua saúde integral. E se um dia você quiser ser mãe, saber como está sua fertilidade hoje pode mudar completamente o seu amanhã.
Esta postagem é completamente original, criada a partir da transcrição de um episódio do podcast da Effetto Clínica, com participação da Dra. Lissandra Maioli, e aprimorada com tecnologia de inteligência artificial.
Perguntas frequentes (FAQ)
Mesmo sem querer engravidar agora, devo avaliar minha fertilidade?
Sim. Avaliar a fertilidade cedo ajuda a planejar o futuro e entender melhor as suas possibilidades.
Até que idade posso congelar meus óvulos com bons resultados?
O ideal é congelar antes dos 35 anos, mas em alguns casos ainda é viável até os 38. Quanto antes, melhor.
O que é o exame de reserva ovariana?
É uma avaliação da quantidade estimada de óvulos que a mulher ainda tem. Pode ser feito com exames de sangue e ultrassonografia.
A Effetto Clínica também faz congelamento de óvulos?
Sim. A clínica é referência em reprodução humana em Caxias do Sul e oferece acompanhamento completo e humanizado.
“Muitas mulheres só descobrem a queda da fertilidade quando já é tarde. Precisamos normalizar essa conversa mais cedo.”
