Olá! Nós somos a Dra. Francieli Vigo e a Dra. Carla Schmitz, médicas da Clínica Effetto de Reprodução Humana, em Caxias do Sul. Sabemos que decidir iniciar um tratamento de fertilização in vitro (FIV) é um passo importante e muitas vezes cercado de dúvidas, expectativas e, infelizmente, muitos mitos.
Recebemos diariamente pacientes que chegam até nós com informações equivocadas, vindas da internet, de conhecidos ou até de experiências passadas. Por isso, resolvemos reunir neste artigo os principais mitos sobre a fertilização in vitro e esclarecer cada um deles com base em evidências médicas e na nossa vivência com centenas de casais ao longo dos anos.
“Fertilização in vitro sempre resulta em gravidez”
Esse é um dos mitos mais comuns. A FIV é uma técnica avançada e eficaz, mas nenhum tratamento de reprodução humana garante 100% de sucesso. As taxas de gravidez variam conforme diversos fatores: idade da mulher, qualidade dos óvulos e espermatozoides, presença de doenças como endometriose ou síndrome dos ovários policísticos, entre outros.
Na Clínica Effetto, trabalhamos com taxas de sucesso dentro dos padrões internacionais, mas sempre com muita transparência com nossos pacientes. Em algumas situações, é necessário mais de um ciclo para obter a gravidez tão desejada — e isso faz parte do processo.
“A FIV causa gêmeos ou trigêmeos automaticamente”
É verdade que tratamentos de fertilização costumavam estar associados a gestações múltiplas, mas isso mudou com os avanços da medicina reprodutiva. Hoje, a recomendação é transferir um único embrião por vez, especialmente em mulheres com bom prognóstico, para evitar riscos para a mãe e o bebê.
A escolha sobre quantos embriões transferir é feita de forma individualizada, sempre priorizando a segurança e o bem-estar da paciente. Aqui na Effetto, seguimos as diretrizes da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida, que prezam pela qualidade e não pela quantidade.
“Depois dos 40 anos, a FIV resolve tudo”
A idade é um dos fatores mais determinantes na fertilidade feminina. A FIV não “anula” os efeitos da idade nos óvulos. Após os 35 anos, a qualidade e a quantidade dos óvulos começam a diminuir significativamente, e após os 40, essa redução se intensifica.
Isso não quer dizer que uma mulher com mais de 40 anos não possa engravidar — mas o tratamento pode ser mais complexo e, em alguns casos, será necessário o uso de óvulos doados. O mais importante é buscar avaliação especializada o quanto antes. Na reprodução assistida, tempo é um fator crucial.
“FIV é só para quem não consegue engravidar de jeito nenhum”
Nem sempre. A fertilização in vitro pode ser indicada em diversos contextos, como:
- Casais com dificuldade para engravidar natural há mais de 1 ano;
- Pacientes com endometriose severa;
- Casais homoafetivos;
- Pessoas que desejam preservar a fertilidade para o futuro;
- Pacientes oncológicos que precisam congelar gametas antes do tratamento.
Ou seja, não é necessário “esperar até o fim da linha” para considerar a FIV. Muitas vezes, ela é o caminho mais assertivo desde o início.
“O tratamento é sempre doloroso e emocionalmente desgastante”
Claro, todo tratamento exige dedicação, paciência e apoio emocional. Mas a medicina reprodutiva evoluiu muito nos últimos anos. Hoje, os protocolos são mais leves, as medicações têm menos efeitos colaterais, e o suporte emocional — que valorizamos muito aqui na Effetto — faz toda a diferença.
Nosso papel é garantir que o processo seja o mais acolhedor e humanizado possível. Estar bem informada, acompanhada e com expectativas alinhadas ajuda muito nesse sentido.
“FIV é só para mulheres”
Esse é outro equívoco importante. A infertilidade pode vir tanto da mulher quanto do homem, e em muitos casos, o fator masculino é o principal motivo da dificuldade para engravidar.
Por isso, sempre realizamos a investigação do casal como um todo, incluindo exames específicos para os parceiros. O tratamento é conjunto, e ambos têm papel fundamental em todo o processo.
“Fazer FIV é algo artificial, contra a natureza”
Entendemos esse pensamento, mas é importante lembrar que a reprodução assistida não cria vidas “em laboratório”, e sim oferece a chance de gerar um filho biológico a quem não conseguiria de outra forma. É ciência a serviço da vida.
O embrião gerado em laboratório é transferido para o útero e se desenvolve como qualquer outro bebê. O amor, o vínculo e a maternidade/paternidade não dependem da forma como a gestação começou — mas sim de todo o caminho percorrido até ali.
Desmistificar a fertilização in vitro é fundamental para que mais pessoas possam tomar decisões conscientes e confiantes. Cada caso é único, e por isso, a conversa com profissionais especializados é essencial.
Se você está pensando em iniciar um tratamento ou tem dúvidas sobre o que seria melhor no seu caso, estamos aqui para te acolher e orientar. Na Clínica Effetto, unimos ciência, empatia e cuidado em cada etapa do processo.
Conte conosco para realizar esse sonho com segurança, responsabilidade e humanidade.
Esta postagem é completamente original, criada com base no conhecimento das médicas da Clínica Effetto, complementada por informações médicas confiáveis e aprimorada com tecnologia de inteligência artificial.
Perguntas frequentes (FAQ)
Fazer FIV garante que eu vou engravidar?
Não. A FIV aumenta muito as chances, mas não é uma garantia. O sucesso depende de vários fatores, como idade e saúde dos óvulos e espermatozoides.
Quantos embriões são transferidos na FIV?
Depende do caso, mas na maioria das vezes indicamos a transferência de um único embrião para reduzir riscos. Sempre priorizamos a segurança.
A FIV dói? É um processo difícil?
O tratamento é bem tolerado na maioria dos casos. Temos protocolos mais leves e suporte emocional para tornar o processo o mais tranquilo possível.
Homens também precisam de exames durante a FIV?
Sim! A fertilidade masculina é avaliada com exames específicos e é parte essencial do tratamento. Investigamos o casal como um todo.
“A fertilização in vitro não cria vidas em laboratório — ela oferece a chance de gerar um filho a quem não conseguiria de outra forma. É ciência a serviço da vida.”
